As crianças entregando uma lembrancianha aos queridos pais!!!09/08/2009
07/08/2009
Carta de AMOR do PAI

Pai, cadê você? Por que você se esqueceu de mim e me abandonou aqui sozinho? Por que você me pôs nesse mundo cheio de sofrimento? Eu não mereço isso! Eu sou um filho bom. Parece que você não me conhece e nem dá bola pra mim. Pior! Parece que você está sempre distante e zangado comigo. Por quê? Por que você está contra mim? Como é que eu posso homenagear um pai assim, igual a você, nesse dia dos pais?
Ass. teu filho
Ass. teu filho
Meu filho.
Você pode não me conhecer, mas Eu sei tudo sobre você (Salmo 139.1). Eu sei quando você se senta e quando se levanta (Salmo 139.2). Eu conheço bem todos os seus caminhos (Salmo 139.3). E até os cabelos da sua cabeça são todos contados (Mateus 10.29-31).
Eu te conheci mesmo antes que você existisse (Jeremias 1.4-5). Você não foi um erro, pois todos os seus dias estão escritos no meu livro (Salmo 139.15-16). Eu formei você no ventre da sua mãe (Salmo 139.13). E eu mesmo tirei você do ventre de sua mãe no dia do seu nascimento (Salmo 71.6).
Eu não estou distante e zangado, pois sou a expressão completa do amor (1 João 4.16). Eu ofereço a você mais do que o seu pai terrestre jamais poderia oferecer (Mateus 7.11). Porque sou o Pai perfeito (Mateus 5.48) Cada bom presente que você recebe vem da minha mão (Tiago 1.17). Pois Eu sou o seu provedor e supro todas as suas necessidades (Mateus 6.31-33).
Eu sou também o Pai que conforta você em todas as suas dificuldades (2 Coríntios 1.3-4). Quando seu coração está quebrantado, Eu estou perto de você (Salmo 34.18). Como um pastor carrega um cordeiro, Eu carrego você perto do meu coração (Isaías 40.11).
Um dia Eu enxugarei todas as lágrimas dos seus olhos (Apocalipse 21.3-4). E afastarei de você toda a dor que tenha sofrido nesta terra (Apocalipse 21.3-4). Eu sou o seu Pai, e Eu amo você assim como amo ao meu filho, Jesus (João 17.23). Pois em Jesus, meu amor por você é revelado (João 17.26).
Ele é a representação exata do que sou (Hebreus 1.3). Ele veio para demonstrar que eu estou contigo, e não contra ti (Romanos 8.30-31) E também para dizer a você que Eu não estou contando os seus pecados (2 Coríntios 5.18-19). Jesus morreu para que você e eu pudéssemos ser reconciliados (2 Coríntios 5.18-19). Sua morte foi a expressão suprema de meu amor por você (1 João 4.10).
Nada poderá separar você do meu amor outra vez (Romanos 8.38-39). Venha para casa e Eu vou fazer a maior festa que o céu já viu (Lucas 15.7). Eu sempre fui um Pai, e sempre serei Pai (Efésios 3.14-15).
Ass. teu Pai eterno.
Filhos: nesse dia dos pais, não há maior presente do que um abraço e um “muito obrigado por ter me ensinado sobre o Pai Eterno.”
Pais: não existe melhor maneira de mostrar o quanto você ama seu filho do que o levando aos braços de Jesus.
Otto Neitzel (baseado no Father´s Love Letter - Father Heart Communications)
04/08/2009
Cara do pai
Também existe o trauma de pai. O trauma de mãe é assunto complicado, resultado do cordão umbilical rompido, coisas de mulher. Mas o problema do pai é bem fácil de explicar: é a dor pelo fim do monopólio das atenções agora dirigidas ao rebento. Penso que o filho, sobretudo o primogênito, é um soldado que surge do cavalo de Tróia, presente de grego. Grande tragédia se não fosse outro sentimento inexplicável que surge em cena: o amor paternal – força instintiva que defende o filho com unhas e dentes. Porque no fim das contas este pequeno “inimigo” é ele mesmo, ou como lhe disseram: “É a tua cara”. E assim, enquanto a mulher é carne e ossos do marido (Gênesis 2.24), o filho é carne e ossos moldados na forma do pai. (Alguns não se curam deste trauma e se voltam contra os filhos, histórias que a gente conhece).Mas este é só o primeiro trauma. Aquele pai, herói, grande, forte, não demora, fica pequeno, fraco, exposto à realidade. E se hoje os filhos estão maiores que os pais, não é somente no aspecto físico, mas pelo tamanho dos inimigos deles. É a voraz crueldade da sobrevivência, do mundo selvagem repleto de predadores. Desemprego, violência, drogas, trânsito – tubarões que tentam engolir os filhos, frágeis presas neste mar de pais procurando Nemo.
E se a luta fosse meramente física, se os filhos fossem apenas moldes de carne e osso, então bastaria o empenho por um bom colégio, plano de saúde, boa companhia, Tamiflu, coisas deste gênero. Mas eles carregam outro molde, uma cara espiritual dos genitores. Uma herança maldita. No princípio era a cara de Deus (Gênesis 1.27). Mas depois veio a imagem dos homens (Gênesis 5.3), isto é, o pecado. Por isto a constatação: “Não estamos lutando contra seres humanos, mas contra as forças espirituais do mal” (Efésios 6.12).
Um trauma incurável e eterno caso não existisse o Pai nosso que está nos céus. “Vocês são filhos queridos de Deus e por isso devem ser como ele. Que a vida de vocês seja dominada pelo amor” (Efésios 5.1,2). Amor que domina? Sim, mas um domínio para o bem. Amor que é fruto da união com aquele que deu a vida (Efésios 2.5). Poder para ser novamente parecido com o Criador. E assim seguir a recomendação: “Pais, não tratem os seus filhos de um jeito que faça com que eles fiquem irritados. Pelo contrário, vocês devem criá-los com a disciplina e os ensinamentos cristãos” (Efésios 6.4).
Sábado passado assisti pela televisão uma chocante cena vinda de São Paulo: um pai com uma arma apontada para a própria cabeça, e o filho de onze anos suplicando que desistisse da idéia. A cena durou 15 horas e com final feliz. Mas este filho carregará para sempre o pesadelo deste dia. Histórias deste tipo estão por toda a parte. Pais atormentados, desequilibrados, traumatizados... Saída existe, não com uma arma na cabeça ou outro escape egoísta e trágico. O caminho é parecido com aquilo que ajudou Felipe Massa: “Recebam a salvação como capacete” (Efésios 6.17). Pai com tal proteção está curado e pronto para dirigir a família.
Marcos Schmidt
pastor luterano
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