28/03/2010

Semana Santa

Com a passagem do Domingo de Ramos, iniciamos a Semana Santa, semana em que a humanidade relembra os últimos dias de Jesus Cristo antes da sua Crucificação. De forma especial, queremos desejar uma semana abençoada a todos os membros da Celpaz de Humaitá. Quero também desejar aos leitores do blog de todas as partes do mundo uma Semana Santa abençoada. Que o Salvador crucificado acalme o coração de cada um e encha-o com a certeza da ressurreição. Abençoada Semana. Pastor Darcy Schreiber

22/03/2010

Instalação da Diretoria dos Jovens

Este é o grupo que se reune aos sábados, sempre com enorme alegria!
No domingo dia 21 de março foi instalada a diretoria dos jovens da Celpaz
.

Trabalho da Escola Bíblica

Após o estudo, divertimento!
As crianças da Celpaz em momento de estudo da Palavra de Deus.

09/03/2010

A parábola Avatar


Fui com a família assistir o filme Avatar. Junto com a pipoca, refrigerante, estacionamento, deu uns 70 reais. Meio salgado para a maioria. Mas de vez em quando a gente precisa sair da rotina e sentar na poltrona do cinema. Ainda mais quando trata-se de uma super produção que ganhou três Oscars em categorias técnicas - efeitos visuais, fotografia e direção de arte. Foi a primeira vez que coloquei os óculos futurísticos para ver um filme 3D – efeito três dimensões. A ficção científica resume-se numa guerra entre colonizadores humanos e nativos humanoides pelas riquezas naturais num planeta distante. É o ano 2154 no meio de uma crise energética na Terra. A solução é um mineral no planeta Pandora colonizado pelo ser humano. Mas o minério está no território sagrado dos nativos, e como a atmosfera de Pandora é tóxica para os terráqueos, o jeito foi inventar o avatar – uma criação hibrida que mistura ser humano e nativo do planeta. O avatar tinha a missão de espionar e facilitar a expulsão dos nativos. Mas tudo deu errado quando o ser humano Jake, que virou um avatar, “vira a casaca”, e lidera a revolta dos nativos. No final, Jake transforma-se em herói, salvando Pandora dos gananciosos e cruéis seres humanos.

O filme foi acusado nos Estados Unidos de ser propaganda contra o seu governo, onde os vilões são o general, o exército americano e as companhias exploradoras de minério do subsolo. Os heróis são os nativos, o "povo da floresta", que enfrentam o invasor americano. O recado parece ser este mesmo, sobretudo por aquilo que acontece no Iraque. Na verdade, em qualquer filme, novela, livro, sempre existe uma mente que tenta passar alguma mensagem. E dependendo de quem está no outro lado, a mensagem é interpretada de uma forma bem diferente. No meu caso, filtrei o filme na minha concepção teológica. Bem coisa de pastor. E assim criei no meu imaginário um avatar – Jesus Cristo.

Em Filipenses (2.6,7) está escrito: “Ele tinha a natureza de Deus, mas não tentou ficar igual a Deus. Pelo contrário, ele abriu mão de tudo o que era seu e tomou a natureza de servo, tornando-se assim igual aos seres humanos”. Acho que foi o diretor James Cameron que se inspirou em Jesus para escrever e dirigir Avatar. Com algumas diferenças, é claro. Mas as semelhanças são interessantes. Jesus deixa o seu reino, torna-se um “híbrido” Deus-homem, vence e expulsa os inimigos – o general Satanás, o exército da morte com suas armas nocivas, e as companhias exploradoras do subsolo da natureza humana. Se para alguns é pura ficção, mito, isto tem explicação: este também é um filme com efeito tridimensional. Sem os óculos da fé apenas se enxerga as imagens da dimensão material. Por isto Jesus disse: “Mas vocês, como são felizes! Pois os seus olhos vêem” (Mateus 13.16).

Valeu a pena assistir Avatar. Na saída devolvemos os óculos especiais e voltamos a enxergar as batalhas da dimensão terrena – os perigos do trânsito, a violência, o desrespeito, a ganância... Fiquei pensando: - Ah, como seria diferente se todos tivessem os óculos para enxergar a dimensão do amor de Deus. Mas está já é outra batalha...

Marcos Schmidt
pastor luterano

05/03/2010


A CELPAZ distribuiu no presídio de Humaitá, aos presos e à direção, o devocionário Castelo Forte. Esta é uma maneira de a cada dia levar palavras de conforto aos que são privados da liberdade. "Estive preso e foste ver-me", Palavras de Jesus!

03/03/2010

Preparados para as tragédias


Os chilenos sabiam que este terremoto iria chegar a qualquer hora. Eles moram bem em cima de uma rachadura na Terra – uma placa tectônica – e por isto estavam preparados, tanto que o número de vítimas é pequeno em relação ao tamanho da destruição. Diferente no Haiti, onde a própria situação de caos social em que já se encontrava o país caribenho, junto com o descaso sobre possíveis terremotos, colaborou para os duzentos mil mortos.

No Brasil não precisamos nos preocupar com terremotos. Ao menos é o que dizem. Mas existe o perigo para outras catástrofes naturais. Enchentes, secas, tornados, e até tsunamis – estas terríveis ondas gigantes. Lembro-me do alerta divulgado tempos atrás sobre uma possível onda gigante provocada pelo vulcão Cumbre Vieja nas ilhas Canárias. Se o vulcão entrar em atividade, uma enorme montanha pode deslizar no mar, formando uma onda jamais vista que atingirá três continentes. Os cientistas responsáveis pela notícia recomendam acompanhar o vulcão e emitir sinais de alerta, para que as pessoas possam ser retiradas das áreas de risco e reduzir o número de vítimas. No Brasil a região norte seria atingida por este tsunami.

“Isto nunca vai acontecer”. Esta é uma frase perigosa. Precisamos, ao contrário, estar em prontidão para situações de risco. Pode ser que nunca aconteçam, mas se chegarem, temos uma “defesa civil”, que fará a diferença. Pois, se nesta vida terrena isto é importante, na espiritual é imprescindível. E aí busco um texto oportuno na Bíblia quando o assunto é o terremoto no Chile. Encontra-se no livro de Hebreus: “Naquele tempo a voz de Deus fez com que a terra estremecesse, mas agora ele prometeu isto: ‘Mais uma vez farei com que trema não somente a terra, mas também o céu’. As palavras ‘mais uma vez’ mostram bem que as coisas criadas serão abaladas e mudadas, para que as que não podem ser abaladas continuem como estão. Por isso sejamos agradecidos, pois já recebemos um Reino que não pode ser abalado” (12.26-28).
Pode parecer cruel, mas os terremotos nos dão este recado: o chão em que pisamos um dia vai ruir completa e definitivamente para dar lugar a uma terra onde não tem “terremotos”. Estamos preparados? Creio que o terremoto da Sexta-Feira Santa aponta para o plano de emergência. Narram os Evangelhos que a terra tremeu e as rochas se partiram no momento quando o Filho de Deus morreu no Calvário. Este abalo provocou um resultado parecido com o daquele que livrou Paulo e Silas da prisão. Conta o livro de Atos que “o chão tremeu tanto, que abalou os alicerces da cadeia” (16.26). Foi assim na cruz. Os pilares que sustentavam a prisão do pecado ruíram e Cristo resgatou a todos dos escombros espirituais.

Sem dúvida o terremoto no Chile aponta para este recado do Salvador: “O que eu lhes digo, digo a todos: fiquem vigiando” (Marcos 13.37).

Marcos Schmidt
pastor luterano

17/02/2010

Coisas Estranhas

No domingo do Carnaval assisti “O Estranho Caso de Benjamin Button” – filme que conta a vida de um sujeito que nasce envelhecido e com o passar do tempo rejuvenesce. A bizarra história deste homem que vive uma vida inversa no tempo, até virar bebê e morrer no colo da mulher amada, faz a gente ver que é melhor assim, nascer novo e morrer velho. Diferente da propaganda que passa a idéia da eterna juventude. Por isto tanta gente de corpo sarado mas lelé da cuca. Não que seja errado proteger-se do envelhecimento. Mas chega a hora que nenhuma mágica, botox ou plástica resolve. E daí a realidade do Salmo 90: “Só vivemos uns setenta anos, e os mais fortes chegam aos oitenta, mas esses anos só trazem canseira e aflições” (v.10).

Por isto a oração neste salmo: “Senhor, faze com que saibamos como são poucos os dias da nossa vida para que tenhamos um coração sábio” (v.12). No entanto, por ser a vida curta, muita gente faz o contrário – deixa de ter um coração sábio. E tenta aproveitar o que pode de Carnaval a Carnaval, sem se dar conta que o obeso Momo deixa na avenida as cinzas de inconsequências, insanidades, loucuras. Mas ele faz o que lhe compete, pois, segundo a mitologia grega o deus Momo foi expulso do Olimpo para ser na Terra o rei dos loucos e zombar dos humanos. Foi isto outra vez neste trágico feriadão.

E então outra estranheza: as Cinzas após o Carnaval – esse período religioso da Quaresma que contempla um rei coroado no Calvário. Não é uma absurda contrariedade? A festa da folia versus a contemplação da cruz? Não é esquisito a coroa da glória na cabeça do rei da loucura, enquanto a coroa de espinhos ferindo aquele que espontaneamente envelhece para oferecer nova vida? Não é maluquice o deus zombador escolhido como anfitreão do maior espetáculo da Terra, enquanto o Senhor da Terra ser zombado e rejeitado? Troca-se o duradouro pelo fugaz, a eternidade pela finitude.

Mas o apóstolo Paulo reconhece que os seguidores do Momo têm a mesma impressão sobre os seguidores de Cristo: “De fato”, diz ele, “a mensagem da morte de Cristo na cruz é loucura para os que estão se perdendo; mas para os que estão sendo salvos, é poder de Deus” (1 Coríntios 1.18). Mas então, quem está certo da cabeça? Paulo responde: “Pois aquilo que parece ser loucura de Deus é mais sábia do que a sabedoria humana, e aquilo que parece ser a fraqueza de Deus é mais forte que a força humana” (1 Coríntios 1.25).

E aí vejo Jesus parecido com Benjamin Button, que nasce velho e fraco, fica bonito e morre novo. Isaías lembra: “Ele não era bonito nem simpático (...) Era alguém que não queremos ver” (53.2,3). Jesus percorre o caminho inverso da vida, do velho para o novo, morre quando deveria estar nascendo. Tudo para ser a própria ressurreição e o maior espetáculo do mundo. Pois “quando o corpo é sepultado, é feio e fraco; mas quando for ressuscitado, será bonito e forte” (1 Coríntios 15.43).

São ou não são coisas estranhas que faz a gente pensar?

Marcos Schmidt
pastor luterano